Flávio Bolsonaro: “A taxa de juro oficial, que é a Selic, vai lá para a lua. 14% é o maior juro real do mundo.”
Flávio chamou de juro real a Selic, de 14%, que é a taxa nominal; o juro real desconta a inflação esperada e estava perto de 9,3%. O Brasil liderou o ranking de juro real em junho e em setembro, mas em agosto, quando ele falou, os levantamentos da imprensa divergiam entre o 1º e o 2º lugar.
O que cada fonte diz
| Agência | Classificação | Resumo | Checagem |
|---|---|---|---|
| Lupa | Verdadeiro | O Brasil lidera o ranking de juro real, com 9,67%. Ressalva que Flávio tratou a Selic, que é nominal, como juro real. | 28 ago 2026 |
Os detalhes
Na data da entrevista, a meta da Selic era de 14% ao ano, em vigor de 6 de agosto a 16 de setembro, segundo o Banco Central. Desde 17 de setembro, é de 13,75%.
O ranking citado pela Lupa é o da Lev Intelligence com a MoneYou, de junho, feito com a Selic a 14,25%: Brasil com 9,67% de juro real, Rússia com 9,31% e Turquia com 5,57%, segundo o Poder360.
Depois do corte da Selic para 14%, em 5 de agosto, a imprensa divergiu. A InfoMoney pôs o Brasil em 2º, com 9,33%, atrás da Rússia. A CartaCapital manteve o Brasil em 1º, com 9,30%. O detalhe não achou o ranking original de agosto. Em setembro, já com a Selic a 13,75%, o Brasil voltou a aparecer em 1º, com 8,45%, segundo o Poder360.
Por que “falta contexto”, e não “verdadeiro” como a Lupa: a Lupa se apoiou no ranking de junho. Na data da fala, a posição do Brasil não estava clara, e o número que Flávio deu não é o do juro real.