“Se eleito, Flávio Bolsonaro vai acabar com o Farmácia Popular.”
Não há proposta, fala ou documento de Flávio que preveja o fim do Farmácia Popular ou do Pé-de-Meia, e ele diz que vai manter o programa. A previsão se apoia na ausência do programa no plano de governo, na promessa de cortar gastos e num corte proposto pelo governo Jair Bolsonaro em 2022. Uma previsão sobre um governo futuro não pode ser confirmada nem desmentida hoje.
O que cada fonte diz
| Agência | Classificação | Resumo | Checagem |
|---|---|---|---|
| Aos Fatos | Sem rótulo para esta alegação | Checou uma frase falsa atribuída a Flávio, não a previsão. Registra que ele não anunciou o fim do programa e que o plano não o cita. | 8 out 2026 |
Os detalhes
A CUT publicou em 7 de outubro que o programa “acabará” se Flávio for eleito. O texto não traz declaração dele. Baseia-se na ausência do programa no plano de governo e na proposta de cortar gastos. No horário eleitoral de 9 de outubro, Lula disse que um governo Flávio poderia cortar programas sociais, segundo o Diário do Grande ABC. Em 11 de outubro, em vídeo, afirmou: “Você vai cortar o Farmácia Popular”, segundo o Poder360.
Do outro lado, o site da campanha diz que o programa “vai ficar mais simples e rápido”, e Flávio disse em 9 de outubro que vai mantê-lo. Segundo o Aos Fatos, o plano de governo não cita o Farmácia Popular. Segundo o Aos Fatos, Flávio “nunca prometeu acabar” com o Pé-de-Meia e os outros auxílios citados nos boatos.
O precedente que os críticos citam: em 2022, o governo Jair Bolsonaro propôs para 2023 cortar 59% da verba da parte gratuita do programa, de R$ 2,04 bilhões para R$ 842 milhões, segundo a CNN Brasil. O orçamento aprovado em dezembro de 2022, já depois da eleição de Lula, deu dinheiro extra ao programa, segundo a Agência Senado.
Em 8 de outubro, ministros do TSE mandaram, em decisões individuais, remover vídeos de Lula e de Janja que diziam que Flávio cortaria esses programas, por falta de “lastro mínimo”. No plenário virtual, quatro ministros votaram para derrubar a ordem sobre o vídeo de Lula e dois para mantê-la. O julgamento foi suspenso em 15 de outubro e vai a sessão presencial, segundo o Times Brasil.
Por que “sem evidência”: nenhuma agência deu veredito sobre a previsão. Não há documento ou fala de Flávio prevendo o fim dos programas, e a tese de quem a defende é uma inferência. Também não há como provar que ela é falsa, porque trata de um governo que ainda não existe.