Lula: “Nós criamos 10,1 milhões de empregos formais nesses últimos três anos e meio.”
O número é o do Ministério do Trabalho: o estoque de vínculos formais cresceu 10,1 milhões de janeiro de 2023 a junho de 2026. Mas mais da metade do aumento, 5,06 milhões, é de agentes públicos, e o ministério atribui 3,99 milhões disso a contratos por tempo determinado. Com carteira assinada, foram 4,75 milhões.
O que cada fonte diz
| Agência | Classificação | Resumo | Checagem |
|---|---|---|---|
| Lupa | Verdadeiro | O número corresponde aos vínculos formais registrados pelo Ministério do Trabalho; ressalva que vínculo não é o mesmo que pessoa ocupada. | 17 ago 2026 |
Os detalhes
O dado vem da RAIS Mensal, levantamento novo do Ministério do Trabalho com base no eSocial, divulgado em 13 de agosto. O estoque de vínculos formais passou de 52,8 milhões em 1º de janeiro de 2023 para 62,9 milhões em junho de 2026. A apresentação do ministério fala em “10.100.345 empregos formais gerados”.
Pela mesma apresentação, os vínculos com carteira assinada subiram 4,75 milhões, e os de agentes públicos, 5,06 milhões. O ministério atribui a maior parte do aumento no setor público (3,99 milhões) a contratos por tempo determinado.
A Pnad, do IBGE, mede outra coisa: pessoas ocupadas, com ou sem carteira. Na série atual, revista pelo IBGE, o número passou de 97,5 milhões no fim de 2022 para 103,1 milhões no 2º trimestre de 2026, alta de 5,5 milhões. A Lupa citou alta de 3,7 milhões, usando para 2022 um número anterior à revisão.
Por que “falta contexto”, e não “verdadeiro” como a Lupa: o número está certo, mas a frase não diz que mais da metade do aumento veio do setor público, a maior parte em contratos temporários. A Lupa não tratou dessa composição, que está na apresentação do próprio ministério.