Vídeos de Flávio Bolsonaro: “Lula, Lulinha e o Careca estão conectados”; outro vídeo associa Lulinha a “ter roubado milhões de idosos no Brasil”.
Lulinha é investigado no STF em três inquéritos sobre suspeita de tráfico de influência; um deles apura se ele favoreceu a empresa do lobista apontado pela PF como central na fraude, o Careca do INSS. Nenhum o investiga pelos descontos em si, e não há acusação formal. Segundo a imprensa, a PF avalia que ele não teve envolvimento direto nos descontos.
O que cada fonte diz
| Agência | Classificação | Resumo | Checagem |
|---|---|---|---|
| Lupa | Sem rótulo para esta alegação | Ao checar uma fala de Lula, confirmou que Lulinha é alvo de três inquéritos autorizados pelo STF e não foi acusado formalmente. | 27 ago 2026 |
| Aos Fatos | Sem rótulo para esta alegação | No debate da Band, disse que não há evidência de que Lula tenha participado da fraude e que a PF investiga Lulinha. | 18 out 2026 |
Os detalhes
Flávio publica vídeos feitos com IA sobre o tema desde março. O primeiro, de 18 de março, termina com a frase “Lula, Lulinha e o Careca estão conectados”, segundo o Times Brasil. Em julho, outro vídeo, em que Flávio “caça” Lulinha, o associa a “ter roubado milhões de idosos no Brasil”, segundo o Diário do Grande ABC.
Os três inquéritos foram autorizados pelo STF a partir do fim de julho. Dois estão com o ministro André Mendonça, e um deles apura se Lulinha favoreceu, junto ao Ministério da Saúde, a empresa de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. O terceiro foi aberto por Flávio Dino em 4 de agosto, também por suspeita de tráfico de influência, segundo o O Povo. Nenhum gerou acusação formal, segundo o Aos Fatos.
Em dezembro de 2025, prevalecia na PF a visão de que Lulinha não estava “diretamente envolvido nas condutas relativas aos descontos associativos fraudulentos”, segundo o Poder360. Lula não é investigado no caso.
Lulinha processou Flávio por esse vídeo. Em 25 de agosto, a juíza Alessandra Lopes Santana de Mello, da 41ª Vara Cível de São Paulo, negou o pedido para tirá-lo do ar: a prova documental apresentada por Lulinha “não permite, neste momento, aferir a inveracidade do conteúdo do vídeo”. A decisão é provisória e não julga o mérito.
Por que “falta contexto”: nenhuma agência deu rótulo às peças. Ser investigado é fato, e a investigação envolve o lobista central do caso. Mas ela trata de tráfico de influência, não da participação nos descontos, e não há acusação. As peças apresentam a suspeita como se fosse ligação comprovada.